«GOSTO DE ESCREVER»

O que responderam os nossos alunos ao desafio apresentado no dia mundial do livro: "  O  que têm em comum as palavras "livro" e "liberdade" para além de começarem pela letra "l"?"



Na minha opinião, o livro e a liberdade têm muito em comum: os livros dão-me liberdade para viajar; quando entro numa biblioteca tenho a liberdade de ler o que quiser.

Sou livre de imaginar o que eu quiser e também sou livre de escrever e ler o que eu quiser.

Não me imagino sem livros nem sem liberdade.

Sou livre quando leio. Eu leio alguns livros de algumas coleções, como por exemplo Diário de um Banana, Os Cinco, O Bando dos Quatro, no entanto, muitas vezes, não acabo de ler os livros.

Gostava que, um dia, ler um livro, para mim, fosse um desafio tão grande como executar uma partitura. Se um dia escrevesse um livro, de certeza, seria sobre música.

Pedro Barciela, 8ºA 




Texto de opinião



 Ao longo dos tempos, o homem sempre se confrontou com o medo e a literatura testemunha isso.
Assim, constatamos o facto na sequência das leituras feitas nas aulas da obra dramática “Aquilo que os olhos veem ou o Adamastor” de Manuel António Pina e do poema “O mostrengo” de Fernando Pessoa.
Neste contexto, o medo é um sentimento negativo que provoca ansiedade, stress, tristeza, podendo ter consequências bastante graves. Sendo o medo uma característica humana, também na época dos Descobrimentos Portugueses, os marinheiros sentiam receio pela incerteza do desconhecido e pelas dificuldades que encontravam nas navegações que faziam. Por isso, criaram mitos dos quais um se sobressaiu, o Adamastor. Criado por Luís de Camões, esta figura mítica simboliza os medos que os portugueses enfrentaram nas suas viagens marítimas, mas também as dificuldades que superaram.
Este sentimento pode ser vencido pela força de vontade e pela determinação.
Concluindo, na minha opinião, o medo que nos aflige pode ter uma consequência positiva: ao vencê-lo, tornamo-nos mais fortes.

Texto escrito por Beatriz Monteiro, n.º 2, 8.ºD


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Para bons momentos de leitura, nesta página, partilhamos alguns  textos dos nossos alunos no âmbito da sua participação criativa no Concurso Literário!  Pela Mão da Escrita de Luísa Dacosta foi o tema dado para o Concurso Literário dinamizado pela Biblioteca Escolar.  


Boa leitura!

O ratinho poeta


Era uma vez um ratinho que gostava de poesia.
Um dia, o ratinho fez uma poesia com a história que a sua mãe lhe contava quando o ia adormecer. Os seus amigos ouviram e disseram:
- Este poema é muito bonito. Faz um livro com poemas.
O ratinho pensou na proposta dos amigos e, numa noite, fez um livro e inventou um desenho para ele.
No dia seguinte, foi para a rua e distribuiu os papéis com o poema. Todos os animais leram e gostaram.
Até os colegas que sentiam um pouco de inveja do ratinho, quando leram o seu poema disseram:
- Então andas a escrever poemas?! Está muito giro.
-Sim! – disse o ratinho.
Os animais que contratavam poetas leram aquele poema e rapidamente quiseram conhecê-lo. Mandaram-no chamar e disseram:
- Queres ser poeta, ratinho?
- Sim! – disse ele.
O ratinho ficou famoso.
Agora é conhecido como o ratinho poeta.

                                                                                                         
                                                                   Núria Lopes 4º A (EB1 do Viso)



Sonhos na palma da mão

Era uma vez uma menina chamada Manuela. Ela tinha apenas sete anos. Sua mãe estava sempre a viajar, por isso Manuela vivia em casa da sua avó Rosa Branca.
Manuela gostava muito de arte, por isso estendia constantemente folhas brancas em cima da mesa da cozinha. Ela estava sempre a desenhar, utilizando sempre as mesmas cores: bege, azul, branco, castanho, verde, amarelo e vermelho. Manuela desenhava uma mão e na palma dela uma cidade gigante, com árvores de doces, nuvens de algodão doce, etc.
Havia uma casa nesses desenhos, mas a avó não compreendia porque é que ela estava sempre a desenhar aquela cidade tão doce e calma. Mas aquela cidade não ficava só no papel, também ficava nos seus sonhos.
Quando a menina ia dormir, sonhava sempre com aquela cidade. Mas o mais estranho era que o sonho era numa palma de uma mão de uma pessoa e ela não sabia de quem era.
No dia seguinte, a Manuela descobriu que a mãe tinha morrido como aconteceu a muitas outras pessoas porque não havia cura para a sua doença. Quando a menina soube do que aconteceu começou a chorar e a afogar-se nas suas próprias mágoas.
Quando chegou a noite, a menina foi dormir e sonhou mais uma vez com aquela tal cidade. Quando ela olhou bem para as pessoas que habitavam aquela cidade, viu a sua mãe.
Na manhã seguinte, ela disse assim à avó:
- Avó, eu vi a minha mãe.
A avó não sabia como ela tinha visto a mãe e ficou na dúvida.
A menina nunca mais ficou sem a mãe porque ia tê-la sempre nos seus sonhos.

                                                                       Nídia Vieira 4º A (EB do Viso)


Texto inspirado em História com Recadinho
Um Final Feliz
         
   Um belo dia nasceu uma bruxa radiosa como o sol. Ela era muito diferente das outras bruxas, porque esta bruxinha queria praticar o bem.
             Uma vez a bruxinha seguiu uma revoada de bruxas que iam para o mundo dos homens, a bruxa pensou que ia ser fácil a sua vida, mas ninguém a aceitava e ela queria tanto ter amigos …Então, teve uma ideia, despiu a sua capa de bruxa sem medo de perder os seus poderes, porque o mais importante do mundo é a amizade, e foi assim que a sua vida mudou. Sem as suas vestes de bruxa as pessoas já não tinham medo dela e assim já podia fazer muitos amigos para brincar.
            Foi assim que esta bruxinha viu o seu desejo realizado e pode ser feliz.


Margarida Teixeira – 4º B (EB do Viso)

A Menina e a Sereia
              «Longe no tempo e no fundo do mar, era uma sereia. Espuma de sonho e de impossível, habitava, sozinha, os abismos azuis. Os seus cabelos, que eram negros como a noite, enfeitava-os ela com escamas de sol ou de luar, caídas nas águas que recolhia nas tardes quentes ou nas noites, luarentas e brancas.»
            No fundo do mar, sentava-se numa rocha e penteava os seus belos cabelos negros que flutuavam nas ondas leves e frias. Após sair da gruta de pedra, nadou pelo mar à procura de uma coisa extraordinária que nunca tinha visto. Nadava com os peixes por lugares diferentes, observando corais, algas e tudo o que há de maravilhoso no mar. A sereia era amiga de todos os seres marinhos, mas queria viver outras aventuras e talvez, conhecer um humano.
          Um dia, deitou-se na sua cama, uma rocha coberta de algas, e olhou para cima. O que havia lá em cima? Como seria aquele sítio? Nadou devagar, com medo de encontrar algo que não esperava encontrar. Pôs a cabeça de fora e ficou incrédula por conseguir respirar. Questionava-se por que tinha uma cauda de peixe e umas mãos e uns braços, por que não havia outro ser igual a ela?
         Os seus cabelos já não flutuavam e sentia-se quente. Olhou à sua volta e ficou maravilhada. Havia barcos a flutuar no horizonte, o sol aquecia como uma manta de algas, a areia seca caía por entre os dedos das mãos.
          Na praia, uma menina apanhava conchas com o seu cão. Este ladrou, o que chamou a atenção da menina. A criança, ao ver uma criatura que só existia em contos, caminhou devagar.
       - O que és? – perguntou a sereia.
       - Sou uma menina. – respondeu. – E tu… És uma sereia!
        - Eu sou uma sereia? E aquilo, o que é? – perguntou espantada a sereia.
       - Aquilo é o meu cão. – Disse a menina.
       A menina ofereceu uma concha à sereia e ela aceitou-a, guardando-a nas suas mãos, mas era tão vulgar! Despediu-se da menina e nadou; nadou para mares desconhecidos. Debaixo da areia tinha encontrado um objeto brilhante. Olhou para lá e viu a sua face branca.
       - Menina? És tu? – perguntou.
       Sem resposta, a sereia nadou até à praia levando o objeto para a menina e perguntou-lhe o que aquilo era. Ela explicou-lhe que era a sua face e que refletia tudo o que estivesse à sua frente. Com a menina, a sereia tinha aprendido muita coisa sobre os humanos.
       Passado uns anos, a menina, agora rapariga, cresceu, e a sereia não. Com tristeza, a menina despediu-se, em segredo, e não contou a ninguém que tinha conhecido uma sereia.
       Mais tarde, a menina teve que viajar com os pais. As duas ficaram tristes, por perderem uma amiga, no entanto a sereia ficou à espera de conhecer outro humano, sozinha no mar profundo.


Sofia Magalhães – 7º A

A Sereia

             «Longe no tempo e no fundo do mar, era uma sereia. Espuma de sonho e de impossível, habitava, sozinha, os abismos azuis. Os seus cabelos, que eram negros como a noite, enfeitava-os ela com escamas de sol ou de luar, caídas nas águas que recolhia nas tardes quentes ou nas noites, luarentas e brancas.»
            Essa sereia vivia no mais escuro fundo do mar, sozinha sem seres marinhos, só ela e as águas do mar.
            A sereia não saía dos fundos do mar, apesar de ter um coração de aventureira, porque a sua mãe morreu por causa de um humano. Sempre que ela se lembrava dessa história, sentia raiva e tristeza e só pensava em vingar-se. O seu coração ficava, assim, negro como a noite.
             Passado anos e anos, chegou o dia em que a raiva se libertou. Ela saiu do fundo do mar e chegou a uma rocha, sentou-se a pensar no que ia fazer. Pensou tanto e tanto que não tinha reparado que aquilo onde estava sentada não era uma rocha, mas sim uma concha dourada, mágica.
            Começou a pensar: eu queria mesmo ser humana, assim era mais fácil.                
            E algo aconteceu. Começou a ficar sem ar. Foi para terra e, quando olhou para a cauda, não era uma cauda, eram umas pernas. A sereia ficou muito feliz e começou a sua vingança.
            Passou por um bar junto da praia e ouviu música e gritos e, quando entrou um senhor, começou a falar :
            -Shiu! Hoje faz vinte anos que matei aquela sereia !
             E todos começaram a bater palmas.
            A sereia, agora humana, saiu do bar para começar a vingança.
            Passaram horas e horas e a lua começou a espreitar. Era o fim do dia.
            Parou num parque e sentou-se. Passou um rapaz de olhos azuis como as águas do mar e loiro como o sol .
              A sereia ficou a olhar para ele e chamou-o:
             - Olá! Como te chamas?-perguntou a sereia.
             - Afonso e tu?- perguntou.
             - Serei… quer dizer Amanda!-respondeu a sereia.
             - Onde moras?-perguntou Afonso.
            - Prefiro não falar sobre isso.
            - Não tens onde morar, pois não ?
             - Não!
             Passearam e conversaram durante horas e, quando Afonso olhou para o relógio, despediu-se com tristeza e prometeu voltar.
             Passaram alguns dias e ele não apareceu. A sereia triste voltou para casa e, quando olhou para a fotografia da mãe, disse:
             - Esqueci-me da vingança. Estou tão apaixonada que me passou ao lado!
             Ia novamente para terra, quando avistou um navio e reparou que o capitão era o Afonso.
             - Procurem a sereia! Eu vou apanhá-la pelo meu pai. – gritou Afonso.
             A sereia ao ouvir aquilo ficou chocada. Afinal ela tinha-se apaixonado pelo filho do assassino da sua mãe.
             A sereia foi à luta, mas perdeu. Ela morreu.
             Quando Afonso pegou na sereia para a levar para terra, reparou que era Amanda, mas ignorou o amor que sentia por ela. E foi assim que a era das sereias acabou.
             E até hoje esta história é passada de boca em boca. Mas muitos acreditam que a sereia não se vingou pela dignidade da mãe.

Sofia Pereira 3º Ciclo


Texto inspirado em A rapariga e o Sonho

Menina-balão

          Numa tarde quente de verão,  estava Laura, toda bonitinha com uma grande saia vistosa, de cores vivas, acompanhada pelo seu gato “Bichaninho”, a ler um livro que despertava bastante a  imaginação, à sombra de uma palmeira .
   


Laura leu o livro e desejou ser a menina-balão. Sendo a menina-balão, viajaria pelo mundo fora na esperança de encontrar o seu amor. Sobrevoou mares, paises pobres, paises ricos, países bastante polidos, até que reparou que Bichaninho já estava enjoado e com medo das alturas. Decidiu que eram horas de ir para Terra e começou a bracejar no ar como se estivesse a nadar numa piscina e o surpreendente é que ia na direção que desejava. Aterraram ambos em Paris, a grande cidade do amor, precisamente num café. Pediu um croissant e um copo de leite que repartiu com Bichano. Puseram-se a caminho, andaram pela cidade e Laura achou que as pessoas eram mal dispostas e arrogantes e interrogou-se como era possível aquela ser a cidade do amor.
A noite foi passada num parque a observar as luzes da cidade e a ouvir as belas músicas que por ali soavam. De manhã, bem cedo, Laura foi abordada por uma simpática senhora que lhe perguntou:
- Então minha jovem, o que fazes aqui? Andas perdida?
- Não minha senhora – respondeu Laura com educação – ando à procura do verdadeiro amor! Pensei que o encontraria aqui.
- Minha menina, para encontrares o teu amor não precisas de vir tão longe, basta procurá-lo no teu coração e nos teus sonhos.
A menina ficou a refletir nessas palavras e rapidamente reconheceu a palmeira onde se encontrava e olhou para o livro que tinha nas mãos e pensou que enquanto sonhasse encontraria respostas para as suas dúvidas.           
Inês Pereira, 6º C


Texto inspirado em O Príncipe que Guardava Ovelhas

O reino das princesas

 O menino pastor, caminhava, livremente, com as duas amigas Malhada e Ladina. Os seu  pensamento era apenas um:  qual delas seria a sua princesa que iria governar os animais e as plantas e  como iria ele desvendar tal mistério.
 Quando chegou a casa, depois de mais um passeio com as duas ovelhas, deitou se num pequeno fardo de palha e logo adormeceu aconchegado com um cobertor de lã , feito pela sua mãe. 
Assim que acordou virou-se para as suas amigas, que tinham adormecido ao lado dele, e cumprimentou-as:
        - Bom dia meninas!
     Elas abriram os pequeninos olhos e começaram a olhar para o menino com um ar de felicidade. Pegaram no arquinho que ele sempre levava nos seus passeios sonhadores e  começaram a andar pelos caminhos de todos os dias.
          Num dado momento as ovelhas começaram a ir por outro caminho.  O menino, com curiosidade, foi seguindo-as com muio cuidado. De repente, olhou em sua volta e viu um mundo fora do normal. Era tudo diferente e o jovem curioso entrou num café no qual as ovelhas também tinham entrado. Ao balcão pediu uma barra de chocolate que tinha avistado numa preteleira. As pessoas começaram a olhá-lo de forma estranha e foi então que reparou  numa placa perto do chocolate que dizia “telacocho- 1,50€”.
       Com olhar muito envergonhado reparou que era chocolate ao contrário. As pessoas começaram a rir às gargalhadas e um empregado que trabalhava naquele estabelecimento falou gargalhando:
        - Fica descansado! É só uma pequena partida que fazemos às novas pessoas que aparecem aqui!
        O menino riu e olhando para as ovelhas viu-as rir também sentadas numa cadeira e falando como humanos. 
        - Vocês falam?- Interrogou ele. 
       - Sim! Responderam elas - mas só aqui. Somos as duas princesas do reino Lãcity. O mundo encantado a que poucos humanos têm acesso e tu foste o escolhido. Queremos que nos acompanhes até o castelo para receberes a autorização de habitante do reino Lãcity. Aceitas o nosso humilde pedido?
- Isso pergunta-se?? É obvio que aceito! – respondeu alegremente o pequeno pastor.
           Quando chegaram ao castelo, que era muito bonito e decorado com pequenas flores campestres de várias cores, recebeu a autorização para entrar no reinsempre que desejasse.
Nesse dia sentiu a maior alegria do mundo e o sorriso permaneceu-lhe no rosto por muito tempo.
           Já ao fim da tarde ao sair do lindo reino. Sussurou aos ouvidos das ovelhas:
           - Afinal sempre eram princesas. Bem me parecia que a rodinha era um coroa! 
             Elas sorriram e os três, todos os dias, passaram a sonhar e a viver grandes momentos.


Inês Romão – 6º C




A partir de Minsk de Graciliano Ramos, in De Mãos Dadas, Estrada Fora… de Luísa Dacosta
           
            Era quase Natal. Faltavam sete ou oito dias para o Natal e eu estava em casa a descansar. Ouvi a porta a abrir e levantei-me a correr. Eis que vi a minha mãe na sala com o que parecia uma grande caixa com um pano por cima.
             - O que é?
            - Já vais ver! – Disse a minha mãe com uma voz contente.
            Foi aí que tudo mudou. Mais alguém chegara para eu ver partir.
            Minha mãe levanta o pano e eu vejo uma gaiola com o que parecia um fofo hamster branco com manchas castanhas e uma mancha preta no olho esquerdo. Era tão querida e fofa.
             - É a porquinha da Índia que a Ana pediu! - disse minha mãe, toda excitada.
            Eu e as minhas irmãs amámo-la mal a vimos como um solzinho de fofura nos nossos olhos. E depois perguntei:
             - Como se vai chamar?
             - Violeta - disse minha irmã.
             - Violeta?- perguntei.
            - Sim, Violeta - respondeu-me a sorrir.
            Enquanto os dias passavam e chegávamos mais perto do natal, nós amamos cada vez mais até que um dia antes do natal…
             -Oh Violeta és tão fofa.- Disse.
            …Eu deixei cair ao chão uma bolinha fofa de amor.
             -Violeta!-gritei eu e minhas irmãs.
            Ela parecia bem, para nós, mas no Natal, tristemente, descobrimos que ela partira um dente e um pedaço da pata traseira direita. Depois… ela… ela… morreu…
            Eu chorei noite e dia, durante três dias consecutivos, culpando-me pela sua morte.
            Pelo menos tranquiliza-me saber que ela está num lugar melhor.

       Rafael Santos, 7º B


Poesia, pela "mão" do Gonçalo Rocha...




Olhando

Olhando-me de cima a baixo
desde que nasço
até ao dia em que morro

Olhando-me de cima a baixo
com olhos carinhosos,
com olhos de amor
penetrantes e profundos.

Olhando,
eu vejo a sua alma,
o que sente, o que pensa
o que viu e o que há de ver

Olhando-me ele se vê
vê o seu passado,
o seu futuro,
o seu presente
Vê a sua própria alma

Não há mais ninguém
que se veja dentro de mim e eu dentro dele

Este ser que me observa é
nem mais,
nem menos,
do que o meu pai



Gonçalo Rocha, nº 5, 9ºB




A descrição do sonho

Bom dia,

Eu digo porque posso,
porque falo
Eu digo porque é de manhã
e ouço os pássaros cantarem

O mar agitado,
revoltado com os marinheiros
arrasta a praia para o infinito

O vento relincha,
e faz voar como pássaros
as folhas das árvores
amarelas como o pôr do sol

No meio de idas e vindas de vagas
uma rosa, vermelha,
cor de sangue, viva
Dança

Visto-me, calço-me e,
com pressa,
Corro no meio da tempestade

Do nada, como se alguém gritasse
rompem no céu relâmpagos,
que iluminam a noite

Acordo,
escrevo tudo o que vi
e com essa escrita estou aqui,
a declamar o que, afinal,
não passou de um sonho



Gonçalo Rocha, nº5, 9ºB

       

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OPINIÃO


A diferença entre géneros



Hoje em dia, a diferença entre homens e mulheres já não se faz tanto sentir, principalmente, na nossa sociedade europeia.Esta distinção começa desde cedo com a educação. 

Os pais direcionam-nos para o que devemos gostar e limitam as nossas preferências. Assim, aos rapazes são oferecidos carrinhos, metralhadoras, enquanto às meninas são dados como presentes bonecas, trens de cozinha, vassouras. No entanto, há famílias que já proporcionam às crianças poder de decisão e de manifestação da própria vontade.

Por outro lado, assistimos a uma evolução em determinados setores da sociedade e observamos que, cada vez mais, a distinção entre homens e mulheres se vai esbatendo. Cada vez mais, as mulheres estão a progredir e a ocupar lugares privilegiados na sociedade, nomeadamente nas universidades, nos centros de investigação, na religião e na política.

Relativamente ao trabalho, as mulheres estão a ter mais acesso a profissões que eram do domínio dos homens e vice-versa. Porém, há situações em que os homens têm vencimentos superiores aos das mulheres, embora tenham o mesmo emprego ou atividade profissional.

Em síntese, é inevitável que continue a existir distinções entre homens e mulheres, tendo em conta a diferença de géneros. O importante é que haja mais igualdade e justiça na sociedade e sejam dados a todos, independentemente do sexo, as mesmas oportunidades.



Jéssica Lima, n.º11

Turma do 8ºD

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     Por alturas de S.Valentim, os nossos alunos não resistiram ao desafio de escrita que os esperava à entrada da BE/CRE. 
    Uma caixa, com o mote  " O amor é...", convidava-os à escrita e os nossos alunos aproveitaram o mote!  Neste âmbito, publica-se uma mostra da sua participação.


"O amor é como um doce muito desejado, mas também como um limão amargo."                                                                            

                Maria , 7ºC

"O amor é uma chama ardente dentro do coração. O amor é lindo como as flores da primavera."

Márcio, 5ºA

"O amor é um caminho de rosas e o arco-íris do mundo."

Ruben Salgado, nº21, 7ºA 

"O amor é uma fonte de inspiração".

Gonçalo Serrão, nº12, 7ºA


"O amor é uma fogueira, que arde lá no fundo e que te ataca quando menos esperas."


José Silva, 7ºB

A pensar em conjunto: " O amor é quando se sente borboletas na barriga ao vermos a pessoa amada".


Alice Silva, 7ºB
Catarina Sousa, 7ºB
Inês Silva, 7ºB

   "O amor é aquilo que a distância não separa, os anos não destroem e que,  por   muitos obstáculos que tenha, continuará presente nos nossos corações." 

Cássia Sofia, 7ºC

 " O amor é tudo na vida, é estar com alguém do nosso lado, dar beijinhos e   carícias. Enfim, não há palavras para descrever o amor."


Daniel Fonseca, 7ºA


 " O amor é uma sensação de que tudo é muito bonito. O amor é o que mais   pode fazer uma pessoa feliz."
Telmo, nº19, 7ºB


"O amor é uma paixão na vida."

Eduardo Ferreira, nº10, 7ºA


  "O amor é um sentimento muito forte que se sente por namorados, amigos e,  principalmente, pela família."


Ana Castro, nº4, 6ºC
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Os alunos mais tímidos não se quiseram identificar, mas também participaram neste desafio de escrita.

"O amor é uma paixão que ilumina os nossos dias de luz."


" O amor é aquele que nunca se esquece."


"O amor é uma paixão que uma pessoa sente por outra."







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Os alunos do 6ºA, no âmbito da disciplina de Português, leram Pedro Alecrim de António Mota e redigiram críticas literárias. Publicam-se duas críticas, a título ilustrativo.



      Pedro Alecrim é da autoria do escritor António Mota.
     O conto descreve a vida de Pedro Alecrim, um adolescente, que vive numa aldeia, o Pragal, com os pais e os irmãos. A Rosália e o Jacinto.
     A amizade é um valor bastante valorizado ao longo do conto. Assim, nesta obra explora-se a confiança e a ternura, que são as bases de uma boa amizade, existente entre Pedro e o seu amigo de sempre Nicolau, e entre Pedro e Luís, relação que foi evoluindo ao longo do tempo.
    Recomendo a leitura deste conto, porque aborda a interajuda e a solidariedade entre as pessoas e mostra como isso é importante na vida. Por outro lado, este conto leva-nos a refletir como estes valores se encontram tão esquecidos na nossa sociedade.
Diana Filipa Lopes Mota, nº 8, 6.ºA



     O autor de Pedro Alecrim é o famoso escritor António Mota.
    O conto trata da vida de um rapaz, ou seja, das aventuras que viveu no dia a dia, na escola e na sua aldeia, o Pragal, com o seu amigo Nicolau, e as dificuldades que superou.
    Os valores morais que identifiquei ao longo do conto foram o amor evidente de Pedro em relação à família, especialmente, ao pai que acabou por morrer.
    Com a leitura deste livro aprendi que a vida nas aldeias não é fácil, trabalha-se muito e ganha-se pouco, no entanto, mesmo assim, as pessoas conseguem ser felizes.
   Eu gostei da leitura deste conto e recomendo-o a todos os jovens, porque mostra um estilo de vida diferente e com ele aprendemos muito.
Afonso Silva Marques, n.º2, 6.ºA



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No clube Dez Dedos de Escrita reinventam-se as palavras de autores e textos diversos. Aqui ficam alguns exemplos. 

 A propósito do Ano Internacional da Luz e das atividades que a Biblioteca desenvolveu, os alunos foram convidados a explorar o tema da luz num sentido mais poético. 

 Luz, sim, aquela que nós vemos todos os dias ao acordar. A Luz já existe desde os dinossauros e muito antes! A ciência já a estudou e conhecia bem, muito bem. Vem de um astro, de uma estrela chamada sol. Já se sabe que ela acabará, tal como a nossa existência na Terra, porém até lá haveremos de encontrar uma forma de a poupar. Porque sem Luz não haverá vida, cor, mas sim medo, escuridão, incerteza e nós não poderemos continuar a viver assim, de forma tão obscura. Só de saber que não poderei fazer nada, porque aqui não estarei mais…

Rúben Magalhães, 8º A



     A Luz

   A Luz é divina,
   É “magnifique”,
   É esbelta,
   É pura Natureza.

   Luz ,aquela que me consola
   Todos os dias ao acordar,
   Se um dia ela acabar,
   A Vida não continuará.

   A Luz é a base da ciência,
   É a base do Universo,
   É a base do complexo onde vivemos
   Que se chama Terra.

  Sei que num futuro muito distante
 A Luz irá acabar e eu já não serei.
   Mas, enquanto aqui estiver,
 O seu brilho alimentará os meus sentimentos.  

Rúben Magalhães, 8º A


   A LUZ  

 A luz é  um milagre na natureza pois sem luz não há nada, nada a não ser um mundo negro onde só existiria areia e rocha, rocha negra, vazia de cor. A luz é o pilar da vida, onde tudo é possível, até magias como a do arco-íris, que com a sua beleza encanta tudo. 
 José Santos, 8º A



Inspirando-se em  A Rapariga e o Sonho e em Sonhos na Palma da Mão de Luísa Dacosta, os nossos poetas foram convidados a escrever sobre a importância do sonho nas suas vidas.

A Rapariga e o Sonho

O Sonho é maravilhoso,
Tal como raparigas,
Onde não há
Lutas nem brigas.

O Sonho devo sonhar,
Se não, minha vida pode acabar,
Continuarei sempre,
E ninguém me pode parar.

Quem me quiser parar,
Não sabe  que o sonho é delicioso
Sabe a manhãs de primavera.


Espero nunca me esquecer de sonhar,
Para a felicidade estar comigo
 sempre ao acordar.

                                                                    Ruben Magalhães, 8ºA

 Sonhos na palma da mão


Eu tenho um sonho
Que gosto de sonhar.
Fico tão feliz com ele que na
Palma da mão o vou guardar.


Eu sonho que sou príncipe ou rei
Que soldados eu vou comandar.
Conquistar muitos reinos
Para os poder moderar.


Eu sei que é tudo mentira
Mas eu gosto de sonhar.
Podemos fazer tudo,
Ainda o que parece mentira,
Até onde o nosso coração chegar.


Por isso é que eu sonho
Que o sonho não acaba,
Para poder  sonhar de novo
O que eu tinha sonhado.


                                                      José Santos, 8º A



Numa aula de Português, os alunos foram convidados a escrever um texto criativo. Aqui publicamos um exemplo.            
                            
O meu gato

Há um mês atrás, o gato era um animal que não me fascinava, porque eu sempre fui mais virado para os cães. Sempre gostei de brincar e eu achava que os gatos eram animais que só comem e dormem. Mas, há cerca de um mês e meio, soube que ia receber um gato e, como já referi acima, a ideia não me agradava lá muito.
Eu tinha ido jogar e só ao fim da tarde, depois de um jogo cansativo, quando cheguei a casa, sentei-me no sofá e o gato veio para a minha beira, começou-me a lamber a cara e até queria dormir comigo. Comecei logo a estabelecer laços fortes e passei a gostar de gatos, principalmente, quando vi que eles eram meigos e que ainda brincavam mais que os cães.
O meu gato mexia-se muito, subia a tudo que eu tinha em casa, daí veio o nome de Spider. Ele é tal e qual como uma aranha, anda em tudo o que é sítio, até nos sítios mais estreitos e pequenos que há em minha casa. Ele é branco, tem olhos azuis e lá em casa todos dizemos que ele é portista. É uma piada que nós gostamos de dizer, porque, como é óbvio, nenhum animal tem preferências de clube.
Há uma coisa que eu não acredito, é que os cientistas dizem que os animais não pensam. Se eles não pensassem, como se habituariam ao nome que nós lhes queremos dar? E como é que se habituam a dar a pata, a sentar, a deitar e alguns até aprendem a fazer de mortos?
Tanto eu como o resto da minha família e alguns amigos somos contra o abandono dos animais. Tentem não abandonar animais, em vez disso, tentem dá-lo a pessoas que cuidem bem deles até ao fim da vida.

      
  Hélder Guimarães, nº 9, 6ºB  





























 






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"Jogo do Dicionário Imaginário" 
 Trabalho realizado pelos alunos do 5ºC

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"É tão misterioso o país das lágrimas!"

O teu olhar o mar
onde eu nado
nas tuas lágrimas perdidas
onde te vejo com paixão...
o teu tom doce
que me adoça
as tuas imperfeições, perfeições.
o céu azul dos teus olhos
o amor que te tenho
a ternura...
este país maravilhoso,
o mistério das tuas lágrimas.

João Maia, nº 15, 6º A
Oficina de Escrita, Aula de Português


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Acrósticos de Natal


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  Ser Poeta
            Clube " Dez Dedos de Escrita"



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  "Escrita à maneira de" Mia Couto, baseada num excerto do conto
" A menina que não tinha palavra "

      Era uma vez um pai que pediu à filha para apanhar o sol para ele. Ela então deixou-se levar pelo vento e subiu para cima de uma nuvem.
      A nuvem elevou-se no ar e a menina estava mais leve do que uma  graciosa pena, tão leve que parecia um balão.
      Lá no alto, bem no alto, ela saltou e apanhou o sol. O sol era tão frágil como um diamante. A menina apertou-o tanto que o despedaçou e assim ele desfez-se em pequenos " pirilâmpagos" que caíram em direção ao seu pai e se transformaram em um novo sol, mais brilhante, mais amigo!     
      Um sol que não queimava, um sol capaz de amar. Um sol, que amava porque a menina o ensinara, ao mostrar o seu amor pelo pai. Um sol capaz de aquecer com amizade porque vira a menina arriscar a vida por outra pessoa.
      João Maia, nº 15
   6ºA, Oficina de escrita
   Aula de português, dezembro 2014

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Jogo do dicionário imaginário 

Abraço – espelho de conforto.
Morte – borracha da vida.
            Ângelo, nº 2
Abraço – palavras cruzadas.
            Catarina, nº 3
Medo – escuridão no túnel.
            Daniel Soares, nº 4
Lápis – ponto preto da imaginação.
            Daniel Fonseca, nº5
Mãe – a nossa primeira casa.
            Daniela, nº 6
Cristal – horizonte de luz sem fim.
Banana – lua em quarto minguante.
            David, nº 7
Mar – banheira gigante.
Túnel -  intestino grosso feito de pedra.
            Dinis, nº 8
Barco – baloiço do mar.
Beijo – música dos sentimentos.
            Eduardo, nº10
Lua – relógio da noite.
Amanhecer – argola de fogo.
            Fabiana, nº11
Riso traço rasgado.
Lágrimas – chuva que não para.
            Filipa, nº 12
Abraço – força transparente.
Luar – pirilampos a piscar.
            Gonçalo, nº13
Amor – caixa de sentimentos.
            Iara, nº14

 Cor de rosa - o fluir de outra cor.
Lua – diamante do céu.
            João, nº 15
Música – melodia do pensamento.
Rua – trajeto sem fim.
            José, nº 16
Lápis- ladrão de palavras.
Lágrimas – rio do nosso olhar.
            Lara, nº 14
Mar - paisagem do amor.
            Margarida, nº 18
Sorriso – a curva mais bonita.
Dor – caminho de fogo.
            Mariana, nº19
Cristal – caixa de espelhos trancados.
Estrelas – brincos pendurados do céu.
            Raquel, nº 20
Medo – caminho da escuridão.
Alegria – estrada sempre às voltas.
            Ricardo, nº 21
Imaginação – horizonte sem fim.
Amor – fruto pela metade unido  num só.
            Sofia Sousa, nº 23
Sol – jardim de flores amarelas.
Lágrima – rio de sentimento.
            Sofia Magalhães, nº 24
Anel – colar para o dedo.
Nuvem – vestido do céu.
            Sofia Pereira, nº 25

6ºA, Oficina de Escrita
Aula de portugês , novembro 2014

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Para celebrar o Dia Internacional da Criança, os alunos do clube «Dez dedos de escrita» realizaram este belo poema coletivo que se segue.


Criança

Uma criança é
Uma arca de sonhos,
Um arco íris sem fim
Que navega num céu
Cheio de mistérios.
Uma criança é
Uma brisa que passa,
Uma floresta mágica
Que esconde alegrias
Entre folhas e flores.
Uma criança é
O sorriso do universo,
Um poeta que cresce,
Que vive a solidão
E mesmo assim se alegra.
Uma criança é
O sorriso do mundo,
A certeza de que o hoje
Se há-de transformar
Na realidade de amanhã!

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O desafio colocado aos alunos foi de, em grupo, escreverem um texto onde não pudesse existir a letra A. Eis o resultado:

De noite…

De noite
O céu é profundo
Como um túnel
E os meus sentimentos
Correm entre nuvens.
De noite
Eu flutuo nos meus sonhos
Leves e puros.
De noite
Por momentos, sinto-me só
Porque penso num céu escuro
Sem um brilho luminoso.
De noite
Um sorriso corre em mim
Dentro do meu sentir.
De noite, o sol esconde-se do mundo
Entre fios de luz que me iludem
E prendem.
De noite,
Fujo de tudo
E refugio-me no comboio nocturno
Dos meus desejos
Que ninguém conhece.
De noite
Existe um rosto
Que me persegue ferozmente.

Ana Miranda, Filipa Sousa e Telmo Silva, 5º C
CLUBE DEZ DEDOS DE ESCRITA


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A turma B do 6.º ano realizou alguns poemas «à maneira de…» João Pedro Mésseder. Seguem-se alguns trabalhos dos alunos que embarcaram nesta aventura.

Definições

O silêncio é
Uma mão preguiçosa.

Uma mão é
Um sol com raios.

Um sol é
Uma alegria constante.

Uma alegria é
Um sentimento colorido.

Um sentimento é
Um livro aberto.

Um livro é
Um amigo incurável.

Um amigo é
Um silêncio apertado.

O silêncio é
Uma mão preguiçosa.

Paula Silva,  6º B


Definições

O silêncio é
Uma ave que flutua.

Uma ave é
Um sonho que voa.

Um sonho é
A imaginação que dorme.

A imaginação é
Uma fonte que corre.

Uma fonte é
Um vidro a partir.

Um vidro é
Um reflexo do sol.

O sol é
O silêncio de uma laranja.

O silêncio é
Uma ave que flutua.

Pedro Sousa, 6º B


Definições

O silêncio é
Um sonho realizado.

O sonho é
Uma aventura criativa.

Uma aventura é
Um destino desconhecido.

O destino é
Um percurso sem fim.

O percurso é
Um caminho inacabado.

O caminho é
Uma vida à espera.

A vida é
Um silêncio puro.

O silêncio é
Um sonho realizado.

Santiago Carvalho,  6º B


Definições

O silêncio é
O vento que corre no corpo.

O vento é
A brisa fria da manhã.

A brisa é
Um pensamento que escapa da cabeça.

O pensamento é
A água que corre livremente.

A água é
Um lago sem fim.

Um lago é
Um mar de encantos.

O mar é
O silêncio navegando no ar.

O silêncio é
O vento que corre no corpo.

Beatriz Monteiro, 6º B


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O clube “Dez dedos de escrita” continua com as suas atividades. Aqui estão alguns de trabalhos dos alunos que participam neste clube.

Jogo do dicionário imaginário

Amor – anel para sempre
Mão – estrela cadente que se pendurou no meu braço.
Sol – barco que flutua.
Caneta – a mão da minha imaginação.
Folha – o agasalho da árvore.
Céu – azul que faz crescer o dia

Diana Filipa Mota, nº 6 – 5º C


Mão – um arco íris andante do nosso corpo.
Túnel – cano onde o dia não passa.
Almofada – sonho profundo entre nuvens.
Estrela – uma praça iluminada no céu.
Relógio – tempo encaixotado.

Telmo Silva – 5º C


Estrela – brinquedo dos anjos.
Sol – laranja deliciosa.
Relógio –  caminho dos números.
Caneta – palavras futuras.
Lua – brinco das nuvens.
Noite – comboio passando por um túnel.

Ana Sofia Miranda, nº 2-5º C


Rio – dança das nuvens.
Almofada – mar de sonho.
Noite – casa da tristeza.
Folha – pedaço da nossa respiração.
Sol – caminho de fogo.
Lua – bola perdida entre as estrelas.


Filipa Sousa, nº 10 – 5º C


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Depois de, no 1º período, os alunos do 6ºB terem feito a leitura integral das obras Pedro Alecrim, de António Mota, e Ulisses, de Maria Alberta Menéres, foi-lhes pedido que realizassem um pequeno texto de opinião sobre a obra de que mais tinham gostado. A Jéssica, o Carlos e o Bernardo apresentaram estes textos:

PEDRO ALECRIM

O livro Pedro Alecrim foi uma obra que eu gostei de ler, porque contava a história de um menino da nossa idade que vivia no campo e portanto tinha uma vida diferente da nossa.
Achei interessante a capacidade dele para conseguir ultrapassar aquele sofrimento causado pela morte do seu querido pai, e também de conseguir gerir a casa apoiando a mãe.
Gostei, sobretudo, da amizade e união que havia entre Pedro e Nicolau que podiam não estar sempre perto um do outro, mas nunca se esqueciam.
 Pareceu-me bem a parte em que o desejo de Pedro de aprender a tocar cavaquinho se concretizou com a ajuda do tio Trindade.
 Por estes motivos, aconselho a leitura desta obra a todos os jovens. Com este livro podem ter momentos de descontração e momentos de reflexão, pois há episódios interessantes e outros que nos fazem pensar.
                                                                             
Jéssica Filipa, 6º B, nº 12


Esta obra Pedro Alecrim fala de um rapaz que morava numa aldeia e tinha muitos problemas com o seu colega Luís.
O Pedro teve de passar pela morte do pai, o que lhe causou muita dor, mas não o impediu de continuar a lutar pela vida.
Um dos seus desejos era tocar cavaquinho e aprendeu com o seu tio Trindade, nunca desistindo até alcançar o seu desejo.
Nesta história podemos ainda observar o valor da amizade, ao lermos como se desenvolveu a amizade entre o Pedro e o Nicolau.
Recomendo a leitura deste livro a todos os jovens para perceberem como é diferente a vida do campo e a da cidade.
                                                                                            
Carlos Oliveira, 6ºB, nº 4


ULISSES

A história de Ulisses é a história de um guerreiro grego contada inicialmente por um escritor chamado Homero, e adaptada por Maria Alberta Menéres.
Gostei dessa história porque tem muitas aventuras e eu gosto de histórias de aventuras.
Para além disso tem momentos muito divertidos, como quando Ulisses disse ao ciclope que o seu nome era “Ninguém”, o que fez com que a leitura se tornasse agradável e leve.
O meu terceiro e último argumento é que há partes desta história que são muito interessantes para todos os jovens, porque mostram que a coragem pode vencer muitos obstáculos. Ulisses foi prova disso mesmo.
Esta obra é uma história para jovens que gostem de aventuras, que ainda podem, com ela, aprender alguns factos da História Grega.

                                                                                       
Bernardo Moreira,  6ºB, nº3

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A partir da leitura do poema “Receita para fazer uma estrela” de Jorge Sousa Braga, foi pedido aos alunos do 7.ºA que experimentassem escrever um poema dando uma explicação científica para algumas questões. Eis alguns esclarecimentos poéticos. 

Receita para fazer o sol

Primeiro misturam-se os ingredientes,
com muita atenção para não fazer a lua:
atmosfera solar e cromosfera,
manchas solares e fotosfera
são acrescentadas também.

Vão-se acrescentando protuberâncias
e a coroa
até que saem
labaredas de gases.

E aqui está o Sol
pronto a brilhar!

Ândria Coutinho, 7.ºA


Poema da neve

Cai neve, neve, neve
Está sempre a cair
Coitada da estrada
Tem de o impedir

Para o fazer
O sal tem que usar
É tão forte, forte, forte
Que o gelo vai quebrar

Quando a neve derrete
A estrada fica contente
Para o ano há mais
Mas tem de seguir em frente

Ana Sofia Brito, 7.ºA


Porque é que a água do mar é salgada

Alguém deve ter posto sal
Ou as rochas da crosta se gastaram
Ou até devem ter sido os vulcões
Que levam e trazem tantas substâncias atrás
Levam e trazem tantas substâncias
Para a água do mar ficar salgada
Essa substância é o cloreto de sódio
Assim se sabe
Porque é que a água do mar é salgada.

Mariana Teixeira, 7.ºA


Porque é que temos soluços?

Ai, os soluços que não
Me deixam em paz.
Para minha desilusão,
Vai demorar um tempão.

O meu diafragma
Está irritado,
Mais um bocado
E vou internada

Sempre a soluçar!
“Up”, mas quando para,
 “Up”, tenho cuidado
para não o machucar,
“Up”!

Carolina Semedo, 7ºA

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O clube “Dez dedos de escrita” começou as suas atividades com a realização de poemas  «à maneira de…» João Pedro Mésseder.
Aqui estão alguns dos resultados de trabalhos dos alunos que participam neste clube.

Uma torre sobe

Uma  torre sobe
Entre as folhas e a luz
Que brilham no ar,
Como um arco íris de todas as cores.

As lágrimas vêm de longe
E não param de correr
Sobre a minha face
Como se fossem a minha vida.

E um largo rio corre,
cheio de água limpa e boa,
 sangue do meu corpo.

Rio vivo e quase mudo,
Porque a morte lhe vem
Rapidamente
Num abraço incompleto
Cheio de tudo.

Ruben, nº 18, 5º C



Um largo rio…

Um largo rio corre,
São lágrimas que vêm de longe
E nos escorrem pela face.

Uma torre sobe
Entre montes, pedras e pó,
Procurando buscar o azul do céu.

Uma ponte amanhece
Sobre as folhas e a luz
Que rasgam o escuro da noite.

O rumor das noites e dos dias
Como fachadas tranquilas
São janelas que batem ao vento.

Por dentro dos dias
Trazem em si o mundo
Numa música de alegria.

Diana Mota, nº 6, 5º C


Uma torre sobe

Uma torre sobe
Entre os montes e as pedras
Pelo dia deslumbrante.

E um largo rio corre.
São lágrimas que vêm de longe
E que escorrem pela minha face.

O rumor das noites e dos dias
Corre pelas minhas pálpebras
Porque num abraço incompleto
Me traz um mundo maravilhoso.

O sorriso vem até mim
Como uma face cintilante
E fica comigo eternamente.

E um abraço
É uma onda de felicidade.
É nele que sinto a amizade.

Daniela  Caseira, nº 5, 5º C


Um largo rio…

Um largo rio corre
E as folhas e a luz
Reluzem como um céu brilhante
Numa noite escura.

Fechadas e tranquilas
As lágrimas vêm de longe
E trazem amor e harmonia.

Rio vivo e quase mudo,
é um recomeço,
e um novo mundo.

O rumor das noites e dos dias
Não para de correr,
Aumenta como um mar
Que não deixa de crescer.

Uma ponte amanhece.
A sede dos homens
Também cresce.
E no meio deste quadro
Reina alguma harmonia.

Filipa Sousa, 5º C


Definições

O silêncio é
Um barco a navegar.

Um barco é
Uma árvore a dançar.

Uma árvore é
Uma lágrima da minha face.

Uma lágrima é
A chuva a cair

A chuva é
Um sono profundo.

O sono é
Um silêncio do universo.

O silêncio é
Um barco a navegar.

Telmo Silva, nº 20, 5º C


Definições

O silêncio é
Um mar branco.

O mar é
Uma estrada sem fim.

Uma estrada é
Uma viagem infinita.

Uma viagem é
Uma nuvem branca.

Uma nuvem é
Um sonho desejado.

Um sonho é
Um arco  íris colorido.

Um arco  íris é
Um silêncio calmo.

O silêncio é
Um mar branco.

Ruben Miguel, nº 18, 5º C


Definições
O silêncio é
Uma ave bela

Uma  ave é
Um vento que cai

Um vento é
Uma fonte azul

Uma fonte é
O início de coisas belas

O início é
Um caminho de vida

Um caminho é
Uma flor delicada

Uma flor é
Um silêncio que parte

O silêncio é
Uma ave bela.


Hélder Guimarães, nº 11, 5º C

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Os alunos do 6.ºB resolveram recuperar tradições. Assim, em oficina de escrita, escreveram uma carta para enviar ao Pai Natal. Os textos realizados por alguns alunos são estes:

                                                                            Porto,5 de dezembro de 2013
Olá, Pai Natal

Este ano gostava que acabasses com a crise no mundo, que ajudasses todos a terem uma vida melhor, que baixasses as rendas de casa de todas as pessoas, que houvesse igualdade e paz na terra, que acabasses com a fome mundial e ajudasses os meninos carenciados. Também gostava que houvesse trabalho para toda a gente!
Espero que haja saúde e alegria para todos e que ajudes os sem abrigo a arranjar uma casa.
Que haja muitos hospitais para tratar dos doentes…
E que ofereças estes presentes a toda a gente.
Para mim, apenas quero um jogo e saúde para a minha família.

                                                                 Bom Natal e uma boa viagem
                  
                                                                           Bernardo Moreira




                                                                              Porto,5 de dezembro de 2013
                
Querido pai natal,

É a primeira vez que escrevo para o pai natal. Na verdade nem sei se tu existes.
Queria te pedir umas coisas especiais. Neste Natal não quero prendas, mas quero pelo menos um pão de cada dia. Prendas, só desejo paz e alegria para a refeição.
Quero que as famílias se mantenham unidas para se ajudarem uns aos outros.
Neste dia, se fores visitar a minha casa e não vires biscoitos e um copo de leite, peço desculpas, mas não tenho meios para te oferecer muito.
Para não perturbar a tua noite de sono só peço que ajudes a limpar a floresta para não haver desastres.
                                                                               Beijinhos da Cintya 
                     



                                                          Porto, 5 de dezembro de 2013

Olá, pai natal,

Este ano eu queria:
- que tu desses paz ao mundo;
- que as armas fossem proibidas;
-  que não houvesse crise para as pessoas;
-  que houvesse trabalho para todos;
-  e também que todas as crianças tenham pais.
 E, já agora, tu podias  dar-me o GTA4? E também queria que nos desses sorte para ganhar o euro milhões.
                                            Adeus  e bom natal                                             
                                                                                            Diogo Carvalho

P.S. O teu trabalho é difícil, por isso desejo-te boa sorte.




                                                                     Porto,5 de dezembro de 2013

Pai Natal,
Eu gostava que tu, este ano, entrasses pela minha chaminé para a minha mãe dizer que tu existes mesmo.
Espero que estejas a alimentar bem as tuas seis renas para, na noite de natal, ires a todos as casas entregar todos os presentes a todos os meninos.
Se fores à minha casa traz-me paz e alegria, que também desejo para todo o mundo!
As minhas notas da escola estão bem, porto-me em condições, jogo à bola nos intervalos e os meus colegas são muito meus amigos.
Pelo meu comportamento, acho que tu me podias dar um telemóvel. Gostava de ter o modelo LG7.

                                                              Que corra tudo bem contigo!
                                                   Desejo-te paz, alegria e amor. FELIZ NATAL!

                                                                                          Gonçalo Sousa




                                                         Porto,5 de dezembro de 2013

Querido pai Natal:

Boa noite!
Como está o fabrico dos seus presentes?
Neste Natal eu queria dois presentes.
Para isso teria de estar tudo a correr muito  bem, para as renas serem rápidas e trazerem os presentes a horas.
Queria dois jogos: "Grand Theft Auto 5" e "Call of duty ghosts".
Espero que haja saúde e uma sociedade equilibrada, em termos financeiros.
                                                                            Bom Natal e boa viagem.
                                                                                                      Ivo

PS: Quero que acabes com a crise económica, que ajudes as pessoas necessitadas e que nos tornes mais felizes.




                                                                          Porto, 5 de dezembro de 2013
 Querido Pai Natal:

É a primeira vez que te escrevo e por isso não te vou pedir nada para mim.
Então, peço-te que tragas paz e carinho para todas as crianças. Para aquelas que se portarem bem, dá-lhes bonecas, se forem meninas, e carros aos rapazes.
Dá uma volta aqui por baixo para veres que há pessoas com fome, pessoas com frio, pessoas sem casa… Peço-te também que as ajudes, pois precisam de um milagre. Precisam de ti!
Não quero mais fogos, não quero mais sismos, não quero indiferença, não quero mentira.
Confio em ti para que faças deste Mundo a maior árvore de Natal, a mais iluminada e alegre de sempre!
                                                                                                Feliz Natal!
                                                                                      Beijinho da Jéssica.




                                                       Porto,5 de dezembro de 2013

Olá, Pai Natal
Este ano não quero que a minha família esteja  doente, porque eu quero que estejamos Unidos.
Queria que todos os meninos tenham presentes bons e divertidos.
E também quero que àqueles que não tem comida dês, pelo menos, uma sopa quente e um pão.
E já agora, se puderes traz roupa para mim.
                                                                                                  Pedro Sousa 

 P.S. Boa viagem quando estiveres a entregar os presentes às pessoas de todo o mundo.




Porto,5 de dezembro de 2013

 Olá, mãe natal e pai natal:

Primeiro quero pedir ao pai natal que me ajude nas notas do ano letivo e a estudar.
À mãe natal, quero pedir que ajude todos os meninos  a concretizarem os seus sonhos e a darem-se bem.
E por fim, queria pedir aos dois que ajudassem toda a gente que não tem abrigo, a ter comida para sobreviver.
Também podiam ajudar a convencer as pessoas  a não incendiarem as florestas, as matas, as casas e a conseguir resolver os problemas de quem passou por esses males.
Depois, para mim, queria pedir-te que ajudasses toda a minha família a ter saúde.
                                                                                  Boa sorte com a viagem!
Rafael Spranger  
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Frases que surpreendem

Este é um trabalho de escrita criativa, feito pelos alunos dos 5ºA  e B, a partir de uma lista de palavras que lhes foi dada. A partir dessa lista, os alunos deveriam fazer frases que nos surpreendessem pela originalidade e criatividade.

O murmúrio é uma alma de fogo.

                          Alice Silva,nº1, 5º B


Mãos de cristal atravessam a noite.

                        Amadeu Pinto, nº 2, 5º B


Caminho no horizonte através do olhar.

                              Ângelo Santos, nº 3,5ºB


O piano sussurra a melodia de um sorriso.

                                   Catarina Ramos, nº4, 5ºA


Quem sussurra à noite é humano.

                         Inês Vieira, nº 9, 5º B


A tristeza é o sussurro do medo.

                           Íris Paulo, nº 10, 5ºB


A tristeza é a dor envergonhada.

                        João Paulo, nº 12,5ºB


Mãe, és um jardim florido onde choram as saudades.

                                                  José Pedro Silva, nº 13,5ºB


A madrugada é um amanhecer do olhar

                         Mariana Machado, nº15, 5º B


A raiva é como um inferno na vida. 
                          
                      Pedro  Jarrais, nº 17,5º B


Atravesso a raiva num abraço.

             Ruben Martins, nº 19,  5º B


O medo é o olhar da noite.

           Sara Raquel, nº20, 5º B


A noite caminha pelo horizonte

                     Ana Daniela, nº1, 5ºA


O barco atravessa o meu sonho e transforma-o em cristal.

                                                                 Ângelo Alves, nº2, 5º A


O piano sussurra a melodia de um sorriso.

                                   Catarina Ramos, nº3, 5ºA


O céu é a estrada da noite.

          Daniel Soares, nº5, 5º A


Vou plantar palavras nas nuvens.

                   Daniela Pinheiro,nº7, 5ºA


O medo caminha pelo túnel.

                       Dinis, nº 10, 5º A


Nesse olhar atravessa-se um amanhecer de estrelas.

                                                 Eduardo Ferreira, nº 12, 5º A


O medo é um mundo na noite.

              Filipa Soares, nº 14, 5º A


A alegria é o sonho da madrugada.

                     Gonçalo Serrão,nº15, 5º A


O teu olhar ilumina os meus sonhos.

                            João Maia, nº 17, 5º A


O sol e as rochas abraçam a maré.

                            José Pedro,nº18, 5º A


O sol da manhã bate na madrugada.

                                       Lara, nº19, 5º A


Mãos de cristal surpreendem o medo.

                        Leandro Oliveira, nº 20, 5º A


O sussurro é a melodia da alma

               Margarida Silva, nº 21, 5º A


O sol é uma nuvem de saudade.

                      Raquel Pinto, nº23, 5ºA


Quando a maré bate nas nuvens, amanhece.

                                    Ricardo Soares, nº 24, 5º A


Olho no horizonte uma nuvem de tristeza.

                                  Sofia Sousa, nº 26, 5º A


O sol avermelhado é fogo no céu.

                 Sofia Magalhães, nº27, 5ºA
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Numa aula de Português os alunos do 6º A, em  atividade de escrita criativa escreveram poemas dedicados a letras do alfabeto. A partir de modelos apresentados, constuíram os seus próprios textos, muitos deles bastante imaginativos, como podemos ver nos exemplos que apresentamos.

Letra C
Sou o C
De Cantar
Até acabar!
De Cantor
Ai meu amor!
De Correr
Até morrer de
Cansaço!
                                   
                      Rúben Magalhães

A letra J

Eu sou o J de janota
De José
De jardim
De jacaré
De janela
De João
Eu sou o janota no jardim a fugir do jacaré
E ao fugir bati com o joelho na janela.

                        José Carlos


Eu sou o B de Bárbara.
De bola
De beringela
De bacia
De banana
De bailarina
De boné
De balançar
De balão
E por fim, sou o B de “Bexigão”. 

                       Bárbara Santos Rodrigues

Letra O

Eu sou a letra O,
Quase argola,
Quase roda,
Quase bola,
Quase um aguça redondo,
Quase o sol,
Quase lua cheia,
Quase um anel,
Quase uma tomada bem redondinha,
Quase um parafuso da parte de cima,
Quase um ponto final,
Quase as lentes de óculos redondos,
Quase a tampa dos pacotes de sumo e de cola...
Quase uma maçã,
Quase o meio de uma flor onde as abelhas amarelas e brilhantes
pousam,
Quase um olho, o mundo.

                      Joana Sá Carneiro


Eu sou a letra O
Quase olho
Quase relógio
Quase Q
Quase a    
Quase tomada
Quase estojo
Quase cilindro
Quase pó
Quase bola
Quase cola
Quase aguça
Quase lâmpada
Quase planeta
Quase maçaneta
Quase óculos
Quase sol
Quase tudo e mais alguma coisa.

                       Joana Sousa


Sou o S, de solidário
            de solidão
            de sonhador
            de sonhar
            de sozinho
            de simpático
            de situação
            de sinal
            de sim.
 Sou o S de solidário, de solidão, sozinho a sonhar, sim, simpático sonhador numa situação com sinal de esperança.

                        Joana Sousa

A letra N
Sou o N de noturno
De noite
De núcleo
De negrão
De negócio
De náufrago
De nada
De ninguém
Sim é verdade
Não sou de ninguém.
Sou apenas o N
Na escuridão do negócio
Da noite chorando
Por não ter nada
Nem ninguém
Sou apenas eu, o N.

                      Rafael Mendonça


Sou a letra C                                       
Sou a letra C de caçador,
Caçador que foi caçado
Pela própria caçada.
Caçador que cansado

Chega a casa
E se deita na cama,
E come a comida caseira
Feita pela criadora.

Sou a letra da canção de embalar,
Calma com o seu calor,
Compreensão, carinho
E capacidade.

Sou a letra C
de camisa, camelo, camaleão,
carne, comida, caracol,

Enfim, imensas palavras são
Iniciadas pela minha consoante,
a letra C de confortante.

Sou a letra C
De conta complicada,
Sou o C. 
A terceira letra do ABC.

                                   Filipa Lima
Sou o C de castelo
De cristal
De cavalo
De cão
De capitão
 De Carlos. 
Estava num castelo
Lindo de cristal
Quando passa um general.
Vinha num cavalo branco real.
Por ali também andava um cão
Com Carlos seu capitão.

                                   Américo Sousa

Sou a letra M de mar
de mascote
de mastro
de marciano
de marginal
de marmelada
de marquise
de mapa
de marcador
de mangueira
de manhã
de médico
de mealheiro
de melga
de melão
de mel
de música
de mergulho
de mosquito
de mesquita.
Sou o M de médico, que se levanta de manhã, que dá um mergulho no mar e que depois come um melão.

                          Miguel Teixeira


Eu sou o Pedro Pinto.
Tenho dois pês nos pés.
Sou português no Porto,
portátil mas perigoso,
como a puma
e a pantera.
Passo a porta,
da portagem,
 passagem
para Paris.
Penso palavras
que percebo pouco:
Paleiforme*,
Palpiteiro*,
Palradeiro*.
Palra o pato
no palácio,
pede perdão
ao porteiro
E …        
Ponto parágrafo.      
                           Pedro Barciela


Sou o C de Carina
de captar
de capaz
de coisa
de  copiar
de cabeleireira
de cansada
de cabeleiras
Carina capaz de captar ou de copiar qualquer coisa.
Cabeleireira cansada de cabeleiras.

                Andreia Silva


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Após o estudo do conto tradicional "A Comadre Morte", na turma A do 7 .º ano, foi proposto aos alunos que redigissem um final diferente. Seguem-se então algumas composições.

         Quando a comadre morte e o pobre trabalhador desapareceram, os filhos estavam a brincar em casa e repararam que a comadre tinha um diário e não resistiram e abriram-no. Nele estava escrito que ia desaparecer com o pai deles. Depois de o lerem, os filhos ficaram muito chocados e o irmão mais novo disse:
            -Vamos ao hospital para ver se o pai ainda lá está.
            -Boa ideia! - disse o irmão mais velho.
            Então os irmãos foram ao hospital e perguntaram se estava lá o pai. Mas, infelizmente, disseram que já tinha ido embora acerca de duas horas.
            -Manos, e se fôssemos ver o diário da comadre? Talvez tenha mais alguma informação - disse o irmão do meio.
            -Sim, até pode ser que diga onde é que o nosso pai está - afirmou o irmão mais velho.
            Então passados 10 minutos, os irmãos chegaram a casa e foram buscar o diário que dizia "Quando o pai inútil rezar o padre-nosso desaparecerá. E de certeza que eu vou ficar mesmo gira a dizer o feitiço. E ninguém saberá onde o pai deles desapareceu. Mas ainda bem que eles não sabem que é para dizer o feitiço sítio onde ele desapareceu."
            -Que malvada!- exclamou o irmão do meio.
            -Temos que saber onde o pai desapareceu.- disse o irmão mais novo.
            Então foram perguntar na aldeia se alguém viu o pai deles desaparecer, mas ninguém soube responder. Entretanto um aldeão foi ter com eles e disse que sabia onde é que o cirurgião tinha desaparecido. Ficaram todos felizes com a informação.
            O aldeão levou-os até ao local e começaram logo a procurar. O irmão mais novo encontrou uma mancha e disse:
            -Olhem a mancha que está aqui?
            -Deve ser onde a comadre e o pai desapareceram - afirmou o irmão mais novo.
            -Mas o que fazemos se não sabemos o feitiço?!
            Então eles começaram a chorar e caíu uma lágrima na mancha e o pai deles apareceu e ouviram a comadre a dizer:
            -Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaooooooooooooooooooooo!
            O pai deles foi logo abraçá-los de alegria e ficaram felizes para sempre.
Ana Sofia Brito, 7.ºA


Todas as espertezas que o homem tinha feito acabaram.
Desde que o homem morreu, a sua família ficou muito abalada, mas também um pouco contente. Como é que uma família pode ficar contente com a morte de alguém importante? Passo a explicar. Como ele tratava de pessoas doentes, recebia dinheiro e então a família ficou com todo esse dinheiro e com o da herança, pois o compadre tinha assinado um papel em como todo o seu dinheiro ficava com a sua esposa. O seu funeral correu dentro da normalidade e esteve presente toda a família e pessoas conhecidas do homem.
A partir daí, a família do compadre ficou com muito dinheiro nas mãos, mas não o sabia gastar e, então, gastava em coisas desnecessárias. Até que ficaram sem dinheiro. Nem havia para pôr comida na mesa.
Nesta situação não podiam continuar por muito mais tempo, por isso tinham de arranjar uma solução para conseguirem dinheiro que passava por arranjar cada um deles um emprego. Mas não era fácil arranjar um emprego, todos tentaram, porém não conseguiram. Então, a esposa do compadre, em último recurso e muito aflita, foi falar com a Comadre Morte no sentido de a ajudar ficando com o mesmo emprego do marido. A Morte ajudou-a e, como recompensa, ficou na casa deles a viver com a família. Agora já têm dinheiro e nunca mais vão gastá-lo com coisas desnecessárias.
Ândria Coutinho, 7.ºA


Depois da morte do cirurgião, a família ficou destroçada, mas continuou a sua vida normalmente. Quem ficou mesmo deprimido com o desaparecimento do pai foi o filho mais novo, pois ele tinha uma relação muito forte com o pai. Apesar de não passarem muito tempo juntos, pois o pai dedicava-se muito ao seu trabalho e ignorava completamente a família, o rapaz achava o pai um herói.
            Ela contava histórias na escola aos amigos nas quais o pai salvara a vida de muita gente e que outros cirurgiões não conseguiram.
            Nos testes de português, sempre que a composição era livre, falava do pai. O menino, com o desespero de nunca mais poder ver o pai, andou na rua de cabeça caída sem saber por onde ia.
            Mas, quando dá por ele… está no hospital!
            Tinha-se metido à frente de um carro e, entretanto, família foi alertada.
            O rapaz fez bastantes exames e, no fim, de tudo perceberam que o menino tinha de fazer uma cirurgia urgentemente. A família deixou que o menino a fizesse.
            Após a cirurgia, o menino percebeu o quanto era importante a profissão do pai. E também percebeu que quem o ajudou nestes momentos foi o pai que estará sempre no seu coração.
Carolina Semedo, 7.ºA

Após a morte do cirurgião, os seus filhos começaram a ficar preocupados e decidiram ir procurá-lo.
    Procuraram em tudo o que era sítio, mas não o encontraram.
    Começou a escurecer, fartos de procurar e esfomeados foram procurar um lugar para se abrigarem.
    Andaram, andaram até que chegaram a um lugar com um ar triste, vazio e escuro onde estava também uma casa velha, escura e com um ar assustador.
    A porta estava aberta, entraram e viram que, ao fundo do corredor, havia mesa cheia de comida boa.
    Comeram, o mais velho, que era muito corajoso, mas também muito curioso, viu uma luz que vinha dum quarto, uma luz misteriosa.
    Foi ver o que era, quando, ia a seguir a luz, deu de cara com uma mulher muito pálida e magra.
   O rapaz perguntou-lhe se sabia alguma coisa sobre o que aconteceu ao seu pai e ela respondeu que sim, dizendo-lhe tudo o que tinha acontecido.
Mal acabou de dizer, concedeu-lhe três desejos em troca da morte de um dos irmãos e ele aceitou, mas só se o irmão fosse ele.
    Ela não queria que fosse ele, mas acabou por aceitar.
    Antes de morrer ele disse que os três desejos que ele queria era dinheiro, felicidade e saúde para restantes irmãos.
     E assim se fez o acordo.
Dulce Barros, 7.ºA


Nessa mesma noite os filhos do cirurgião estranharam a sua falta, mas decidiram esperar, pois o pai fazia muitas noitadas.
  Na manhã seguinte os seus filhos repararam que o pai ainda não tinha chegado. Então foi aí que se começaram a preocupar, pois estavam sozinhos. A mãe deles morrera por causa de uma doença que tinha há muito tempo.
O filho mais velho pegou no telefone e ligou para o hospital onde o pai trabalhava, mas, com uma voz muito triste, a rececionista disse que não sabia de nada. Depois de desligar a chamada, ligou para o último cliente que o pai ia ter, mas disse que “o doutor não apareceu”. As crianças decidiram ir procurar o pai. Procuraram em todo o lado, mas não o encontraram. Depois de muita procura desistiram uma vez que ninguém o tinha visto.
  Como estavam a ficar sem dinheiro, decidiram que alguém tinha de trabalhar, mas ninguém se ofereceu, por isso teve que ser o filho mais velho. Foram procurar a Comadre Morte. Procuraram, procuraram até que a encontraram. E disse um deles:
  - Comadre Morte, por favor, ajuda-nos!-disse o filho mais novo.
  - Preciso de um emprego!- exclamou o filho mais velho.
  - Para quê? Para me fazeres a mesma coisa que o teu pai fez?
  - Não, eu preciso mesmo de um emprego!
  - Está bem, mas, se me traírem, têm o mesmo destino que teve o vosso pai.
  Ficaram muito assustados e então decidiram cumprir a promessa. Então ele foi trabalhar e, passado muito tempo, já adaptado ao trabalho, apareceu-lhe um homem muito doente que acabou por descobrir que o homem tinha a mesma doença que a mãe teve. Depois apareceu a Comadre Morte à cabeceira da cama e o filho do cirurgião não sabia o que fazer, pois por um lado queria salvar o homem, mas por outro não queria morrer. Ele pensou e resolveu dar uma injeção ao homem e, por incrível que pareça, ele salvou o seu paciente. A Comadre Morte ficou de queixo caído. Depois com outro paciente aconteceu o mesmo e então concluiu que, ao ver o trabalho dos outros cirurgiões e com o tempo, já não precisava da Comadre Morte. O novo cirurgião foi abandonado pela Comadre Morte e a partir daí o filho mais velho ficou muito famoso, ganhou muito dinheiro e a família nunca mais passou dificuldades.
Catarina Brito, 7.ºA


Depois do cirurgião morrer a família ficou triste e feliz, triste porque o cirurgião tinha morrido e feliz porque tinha uma enorme fortuna.
    Passados alguns anos a mulher casou outra vez e teve mais 5 filhos que precisavam de uma comadre. Saiu de casa e encontrou a velha amiga do cirurgião - a comadre morte e perguntou-lhe:
- Aceitas ser comadre dos meus cinco filhos?
- Não sei se devo aceitar! 
- Vá lá, faço tudo o que tu quiseres...
- Tudo bem, só aceito se tu aceitares ser cirurgiã, tal como o teu falecido marido.
- Ótimo!
-Ah! Se me vires na cabeceira da cama o paciente morre, se me vires aos pés o doente vive. Está bem?
- Sim, está bem, aceito
No dia seguinte a mulher, agora mais conhecida por cirurgiã, começou a trabalhar. No seu quarto tinha 5 pacientes, que eram os seu cinco filhos mais novos que tinham apanhado um vírus muito grave e a comadre morte, tal como tinha dito no acordo que tinha sido feito, encontrava-se na cabeceira, mas a mulher e mãe não podia deixar que morressem, mudando a cama. Mas, para se prevenir da vingança da comadre morte, ficou no seu quarto com o novo marido para garantir que a comadre morte não os matava os seus filhos. No entanto, houve um problema como estavam no quarto o vírus infetou-os também.
Quando a comadre morte apanhou um momento de distração, matou toda a família.

João Magalhães, 7.ºA
                                         
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A propósito do visionamento de um vídeo que apresenta uma iniciativa radiofónica brasileira, os alunos foram convidados a redigir uma pequena crónica. Eis aqui alguns exemplos.
Uma experiência risonha

            Acordo com o ruído irritante do despertador a anunciar o início de mais um dia monótono e cheio de preocupações.
            Levanto-me e preparo-me para sair de casa para ir trabalhar.
          Enquanto estou no carro, ouço os ruídos das tão zangadas buzinas que apitam como se fossem uma orquestra desgovernada e sem sentido. Para me tentar abstrair de toda esta confusão, ligo o rádio onde passam músicas e anúncios banais, que nada me desperta atenção até que o locutor da rádio começa a falar e a dizer que para todos que o estavam a ouvi-lo olharem na direção do condutor do lado e sorrirem-lhe e, se este retribuísse o sorriso, era sinal que também estará a ouvir a mesma emissora.
            Sorrio para mim própria e, quando desvio o olhar para o condutor do outro lado, reparo que este também me sorri.
            Em questão de segundos todos os condutores sorriem e transmitem alegria nos seus rostos. O trânsito parece agora tornar-se num local onde temos mais possibilidade de comunicar com as pessoas em vez de um local stressante e sem interesse.
            Quando chego ao meu local de trabalho, tudo me parece mais alegre e com mais vida.
         Com esta experiência aprendi que temos de encarar a vida de forma mais risonha e nunca nos devemos tornar escravos das nossas tecnologias.
           
Maria Manuel Morais, 9.ºA

Monotonia quebrada

Eram 7 horas e 10 minutos da manhã quando me levantei, desliguei o despertador, pois não aguentava mais aquele barulho irritante que me fazia sempre lembrar quão monótona é a minha vida. Finalmente estou pronta, saio de casa, desço os degraus, entro no carro, suspiro e digo:
- Lá vou eu para o trânsito stressante…
Quando estava presa no trânsito, de repente a música é interrompida pela voz radiofónica do locutor que faz a seguinte proposta:
- Sorria para o condutor do seu lado!
Pensei que era uma ideia engraçada, mas não a fiz até olhar para o condutor do lado e reparei que me sorria, devolvi o sorriso, olho para o lado oposto e sorri para a menina no banco detrás do carro.
Depois desta troca de sorrisos com pessoas desconhecidas, fui para o meu trabalho muito bem-disposta e a pensar que esta iniciativa tão insignificante me pôs tão alegre, como há muito não me sentia, e me deu mais coragem e força de vontade para os enfrentar todos os problemas do dia a dia de uma forma positiva.

Ana Rita Moreira, 9ºB